Notícia: Finanças

  • 30/03/2021
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Notícia: Finanças

53% dos brasileiros conseguem se manter por menos de 3 meses.

Pesquisa mostra que poucos trabalhadores contam com uma reserva de emergência suficiente para enfrentar uma possível perda de renda.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina, 53% dos brasileiros conseguiriam cobrir as próprias despesas por, no máximo, três meses sem pedir dinheiro emprestado caso perdessem a principal fonte de renda. Para 30%, o limite seria de menos de um mês.
Com a pandemia de Covid-19, poucos trabalhadores contam com uma reserva de emergência suficiente para enfrentar uma possível perda de renda com tranquilidade – ou, pelo menos, sem ter de se expor à doença.

Cortes na renda

Dos entrevistados na pesquisa, 47% afirmaram ter tido dificuldades para cobrir os custos cotidianos em algum momento dos últimos 12 meses. Para superar a situação, 61% deles cortaram gastos ou evitaram despesas que estavam programadas. Outros 47% simplesmente tiveram de pagar as contas com atraso.
Para algumas pessoas, a saída foi se desfazer do patrimônio, tirando dinheiro da poupança (29%) ou vendendo algum bem (25%). Pegar empréstimos – com alguém da família (20%), usando o cartão de crédito (15%) ou até junto a um credor informal (6%) – foi uma alternativa.
“Dado o contexto da pandemia de Covid-19, o último ano apresentou condições difíceis para cobrir despesas, poupar e definir metas financeiras. Os baixos níveis socioeconômicos e as mulheres são os principais afetados”, ressalta o estudo.
O levantamento, ouviu 1.200 pessoas em dezembro de 2020. A amostra foi composta por 52% de mulheres e 48% de homens, com idade média de 40 e de 41 anos, respectivamente.

Reserva financeira

Segundo a pesquisa, apenas um terço da população brasileira conseguiu economizar dinheiro ao longo dos últimos 12 meses. Dentre essas pessoas, a maioria – 72% – optou por deixar os recursos na poupança ou guardar o dinheiro em casa (43%). Apenas 5% afirmaram ter investido em algum produto financeiro, uma fatia menor até do que os 15% que pediram para algum familiar guardar o dinheiro em seu lugar.
Esse comportamento talvez se conecte a outro detectado pela pesquisa: dois terços dos brasileiros dizem não possuir nenhuma meta financeira, como pagar a escola, adquirir um bem ou quitar dívidas. Apenas 34% afirmam ter estabelecido objetivos de poupança.
“O desempenho dos brasileiros é pior nesse quesito, pois 45% dos colombianos e 43% dos equatorianos têm alguma meta financeira”, diz Florisvaldo Machado, inspetor da Divisão de Gestão da Estratégia e Desempenho Institucional da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Dos que têm objetivos financeiros, 39% querem comprar ou construir uma casa e 13%, um carro.
“Pouco valor relativo é atribuído à própria capacitação por meio de estudos como forma de aumentar a renda ou poupança. Apenas 9% dos brasileiros declararam ter como meta pagar os próprios estudos, contra 16%, 13% e 10% entre os peruanos, colombianos e equatorianos”, destaca Machado.

Educação financeira

A caderneta de poupança, a conta corrente e o cartão de crédito são os produtos financeiros mais conhecidos e utilizados pelos brasileiros. Cerca de 95% dos entrevistados na pesquisa conhecem a caderneta, por exemplo, e 56% mantêm uma. Já o cartão de crédito, por sua vez, é conhecido por 79% dos brasileiros, sendo que 32% possuem um.
A situação é diferente para outros produtos. Apenas 22% afirmam conhecer investimentos como fundos, ações ou títulos em geral – e não mais do que 1% da amostra diz aplicar nesses produtos. A principal fonte de informação que influencia os brasileiros nas escolhas financeiras são os conselhos de amigos ou familiares, citados por 46% dos entrevistados.
O conhecimento formal dos brasileiros sobre conceitos básicos de finanças também é restrito – 52% avaliam saber pouco ou muito pouco sobre questões financeiras. Na prática, isso se reflete nas respostas a pequenos problemas matemáticos incluídos no estudo, relativos a temas como inflação ou juros.
Um exemplo disso é que a pesquisa perguntava quanto cada um de cinco irmãos receberia se tivesse de dividir uma herança de R$ 1.000 entre si em partes iguais – e 44% dos entrevistados não souberam ou responderam incorretamente a questão.
Apenas 13% dos entrevistados responderam corretamente a uma pergunta que envolvia o conceito de juros. A pesquisa questionava quanto dinheiro teria, depois de um ano, alguém que guardasse R$ 100 em uma poupança com rendimento anual de 2%.
Na visão de Machado, da CVM, o desempenho dos brasileiros não surpreende, tendo em vista os enormes desafios do país na educação em geral – e na educação financeira em particular.
“Há um enorme potencial de avanços a construir, utilizando a educação financeira como uma alavanca para fortalecer outras competências importantes para qualquer cidadão, como ser capaz de planejar e de decidir de forma consciente, bem informada e autônoma”, afirma.

Fonte: Contábeis
https://www.contabeis.com.br/noticias/46563/53-dos... meses/?utm_source=lista&utm_medium=menores&utm_campaign=Home

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